Dom Abade Joaquim Zamith , OSB.

“Monaquismo” oferece-se informações sobre diferentes gêneros e formas de vida monástica que não somente estão hoje aparecendo nas mais diversas regiões da terra, mas que também revelam as suas origens em países como a India, China, Egito e Médio Oriente, até mesmo a 2.500 anos antes da nossa era cristã ... Leia mais

“Percurso da Vida Cristã e Monástica” .Isto se faz necessário para que se possa então discernir também quais as atitudes, as atividades que fazem parte do processo para aquisição de novas e indispensáveis experiências. ... Leia mais

“Mosteiros” apresenta endereços ou links para mosteiros onde podem ser encontrados textos ou atividades particularmente importantes para revelar aspectos autênticos da vida ou doutrina monástica. Também são apresentados fotos ou vídeos desses Mosteiros... ... Leia mais

Testemunhos dos Papas encontramos citações de documentos, alocuções, homilias e conferências em que a pessoa de Bento, a sua Regra ou mesmo o Monaquismo de forma geral, incluindo o testemunho pessoal de grande números de abades e monges são apresentados como importantes valores da tradição histórica, teológica e espiritual da vida religiosa ou da própria Igreja. ... Leia mais

Reconhecer o grande Amor de Deus por nós

O Amor de Deus por nós

Amor eterno (Aliança);

 

cf. A.Hechel, The Prophets, II

 

Jr 3,12

p.69  Jr 31, 2-4: “Assim fala Yaveh: Encontrou graça no deserto, o povo que escapou à espada, Israel caminhou para o seu repouso. De longe Yaveh lhe apareceu. Com amor eterno eu te amei, por isso conservei-te meu favor. Reconstruir-te-ei, serás erguida virgem de Israel.

Jr 31,20

Jr 33, 11: “Aos gritos de alegria e de júbilo, as exclamações do noivo e da noiva e o hino:

“Louvai a Yaveh dos exércitos

pois Yaveh é bom;

eterno é seu amor !”

Os 2,16;: Por isso eu vou seduzi-la. Eu a levarei para o deserto e lhe falarei ao coração.

17 É daí que eu lhe restituirei as suas vinhas e transformarei o vale da Desgraça em uma Porta de Esperança

21 Eu te casarei comigo para sempre, eu te casarei comigo na justiça e no direito, na ternura e no amor.

22 Eu te casarei comigo na fidelidade e conhecerás Yaveh.

Mq 7,18-20 Quem é Deus como tu, suportando a falta, passando sobre os crimes do resto da tua herança? Ele não se obstina na sua cólera, pois ele se compraz no amor. Uma vez mais, ele terá piedade de nós, calcará aos pés as nossas faltas. Tu jogarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar! Mostrarás lealdade para com Jacó e fidelidade para com  Abrãao, como juraste a nossos pais, desde os tempos antigos.

Sl  99,5: Bom é o Senhor e o seu amor eterno, fiel de geração em geração

Sl 102, 8-14: O Senhor bondoso e compassivo, lento em irar-se e cheio de clemência. Não leva a discussão até o fim, não guarda para sempre o seu rancor. Não nos tratou segundo as nossas faltas, nem nos pagou segundo as nossas culpas. Mais alto do que o céu sobre a terra, é o amor do Senhor pelos que o temem. Mais longe que o oriente do ocidente, ele afastou de nós os nossos pecados. Como um pai que tem pena de seus filhos, lembra-se bem do pó de onde viemos.

Sl 106,1: Daí graças o ao Senhor porque ele é bom ! Sua misericórdia é infinita.

Sl 107,1: Daí graças ao Senhor porque é bom. O seu amor se estende pelos séculos.

Sl 135, todo

Sl118,1-4; Ez 3,11;

merciful and gracious= rahum ve-hannun: compassivo e clemente

Ex 4,6-7

Ex 34,6: Ao passar Yaveh diante dele (Moisés) proclamou: Yaveh, Yaveh ! Deus compassivo e clemente, lento na cólera e rico em misericórdia e verdade, que conserva a misericórdia à milésima geração, que perdoa a culpa, a rebeldia e o pecado.

Sl 85,13: Foi grande por mim o teu amor, do mais profundo abismo me tiraste.

9,18: Tu defendeste o orfão e o oprimido, ouviste os desejos do infeliz e o coração do pobre confortaste.

Sl 110,4: Justo é o Senhor e cheio de bondade, misericordioso é o nosso Deus.

= ou hannun ve-rahum:

Joel 2,13; Jn 4,2;

114,5: Justo é o Senhor e cheio de bondade, misericordiosos é o nosso Deus

Sl144,8: O Senhor é bondoso e compassivo, lento em irar-se e cheio de ternura. Benigno é o Senhor para com todos, de todos que criou se compadece.

Ne 9,17: És o Deus dos perdões, clemente e misericordioso, lento na cólera e rico em bondade e não os abandonaste.

2Cr 30,9: Se retornardes a Yaveh, encontrarás misericórdia diante de seus vencedores e poderão voltar a este país, porque Yaveh vosso Deus é benevolente e misericordioso e não desviará a sua Face de vós, se a ele retornardes.

Jr 3,12: Volta, rebelde Israel, já não vos mostrarei uma face irada, pois sou bondoso. Não guardo rancor para sempre.

Is 54,8: Num ímpeto de ira, num instante, eu te escondi a minha face. Mas, em eterno amor tive compaixão de ti, diz Yaveh teu Redentor.

 

67 Aliança: “kind and compassionate in all his ways, the God of Israel chooses to bind his people in a covenant, in a reciprocal relation with Himself of rights and obligations. He will, if their deeds disturb the covenant, plead with them and go to all lengths to restore them to loyalty.”

 

Vocação- amor que escolhe e que chama:

Is 41,8-14: Tu Israel meu servo, tu Jacó, que eu escolhi. Tua linhagem de Abrãao meu amigo; tu, que eu trouxe dos confins do orbe e chamei dos remotos paises, e te disse “Tu és meu servo, eu te escolhi, e não rejeitei. Não temas, eu estou contigo. Não te assustes. Sou eu que te socorro. Eu te amparo com minha direta vitoriosa. Pois eu Yaveh, teu Deus, seguro tua mão direita e te digo: Não temas. Sou eu que te socorro. Não temas Jacó, pobre larva, Israel frágil verme! Eu te ajudarei, oráculo de Yaveh, o santo de Israel é o teu Redentor.

Is 43,1-4: E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que te criou, Jacó, e te formou, Israel: nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo teu nome, tu és meu,

Se tiveres de atravessar a água, estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás e a chama não te consumirá. Pois eu sou o Senhor teu Deus o Santo de Israel teu salvador”. Cf 44,22s.24;

Is 48,12: Ouve-me, Jacó e tu Israel, que eu te chamei.

Is 49, 1.5.8.14-16; Olhas, ouvi-me, povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde o meu nascimento, ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou o meu nome. E agora o Senhor fala, ele que me formou desde meu nascimento para ser o seu servo.

Is 54,5-8 (espôsa)

Is 55,1-5: Todos vós que estais sedentos, vinde à nascente das águas, vinde comer, vós que não tendes alimento..

 

*  “A sagrada imagem do homem”

Abraham Heschel - O último dos Profetas

 

Uma introdução ao pensamento de Abraham Joshua Heschel,

Ed.Manole, 2002, p.211-214

 

O homem possui dentro de si o alento de Deus. “E formou o Eterno Deus o homem pó da terra e soprou em suas narinas o alento da vida; e foi o homem alma viva” (Gn 2,7). É provavelmente esse aspecto não terrestre da natureza humana, o alento de Deus, o que serviu de base à crença em uma vida no além.

“Então o pó retorna para a terra tal qual era, e o espírito volta a Deus que o deu” (Ecl.12,7).

 

Não temos todos nós o mesmo Pai?

Não foi o mesmo Deus quem nos criou? (Mal 2,10)

 

“Quem me formou no útero,

Não os formou também?

Um mesmo Deus nos formou” (Jô 31,15)

 

A idéia de Deus como o pai do homem não expressa meramente sua dependência de Deus como sua criação, nem sua afinidade pessoal com Deus. Expressa a idéia de que o confronto maior do homem não é com o mundo, e sim com Deus; não somente com a lei divina, e sim com a preocupação divina; não apenas com sabedoria e seu poder, mas também com seu amor e seu carinho.

 

O homem é homem porque há algo de divino em sua existência. Não é um espectador inocente no drama cósmico. Há em nós mais parentesco com o divino do que somos capazes de crer. As almas dos homens são velas do Senhor acessas na via cósmica; não são fogos de artifício, produzidos  pela combustão da composição explosiva da natureza, e cada alma é indispensável a Ele.

 

A vida é uma parceria entre Deus e o homem; Deus não está separado nem é indiferente às nossas alegrias e às nossas penas. As necessidades autênticas e vitais do corpo e da alma do homem são uma preocupação divina. É por isso que a vida humana é sagrada.

 

Deus é um sócio e um companheiro na luta do homem pela justiça, pela paz e pela santidade, e é por necessitar do homem que Deus fez um pacto com ele por todos os tempos, um vínculo mútuo que une Deus e o homem, uma relação na qual Deus (e não somente o homem) está comprometido.

Deus não julga friamente as ações do homem com um espírito de indiferença. Seu juízo está imbuído em um sentimento de preocupação absoluta. Ele é o pai de todos os homens, não apenas um juiz. Ele é um amante comprometido com seu povo, não apenas seu rei. Deus está em uma relação apaixonada com o homem. Seu amor ou sua ira. Sua misericórdia ou sua decepção são a expressão de sua profunda participação na história de Israel e de todos os homens.

 

Esta é a principal mensagem dos profetas bíblicos. Deus está envolvido com a vida do homem. Uma relação pessoal, uma preocupação íntima O liga à humanidade.

Por trás das várias manifestações de seu “pathos” há um motivo, uma necessidade: a necessidade divina da retidão humana.

 

Os atos de retidão são preciosos aos olhos do Senhor. A idéia de que o homem foi criado à sua imagem e semelhança, foi interpretada ao que parece, não como uma analogia do ser, e sim como uma analogia do fazer. O homem é chamado a agir à semelhança de Deus. “sejas tu misericordioso como ele é misericordioso.”

 

O futuro da espécie humana depende de nosso grau de respeito para com cada homem. A força e a validez deste respeito dependem de nossa fé na preocupação de Deus com o homem.

 

Somente existindo um Deus que se interessa por nós, um Deus para o qual a vida de cada indivíduo é um acontecimento – e não somente parte de um processo infinito – pode-se manifestar nosso sentido pela santidade e se afirmar a preciosidade de cada homem.

 

Para a mente bíblica, o homem não é apenas uma criatura que está constantemente em busca de si mesmo, mas também uma criatura a quem Deus está constantemente buscando. O homem é um ser em busca de um sentido porque há um sentido em sua busca, porque existe a pergunta suplicante de Deus, “Onde estás?”

O homem tende a ignorar essa questão importante de sua existência, enquanto encontrar a tranqüilidade na torre de marfim de sua insignificante presunção

 

 

“Oração do amor que acredita ser amado”

 

Senhor, aqui estou ! Se queres, ama-me, toma-me, não oporei resistência ao teu amor.

Eu não acreditava em teu amor porque não imaginava que pudesses encontrar em mim algo que merecesse ser amado. Mas, a partir de agora, quando me pedes para acreditar em Ti realmente, eu me abandono a Ti para ser amado.

Nada te prometo, Senhor, pois sou frágil demais para prometer que de agora em diante eu te amarei. O amor que ofereceria seria por demais insignificante. Nem sequer ouso dizer que te amo. Mas, há sim uma coisa para dizer-te: finalmente, vou acreditar que me amas; ainda que isto me pareça inconcebível, e até mesmo um absurdo. Será possível que possas mesmo amar-me? Já me garantiste, Senhor, e eu não desejo recusar acreditar.

Abandono-me a Ti. Queima-me como queres, consome-me, destrói-me como quiseres.

Ama-me, Senhor, porque me ofereço a Ti. Eu me entrego, Senhor, para que, por fim, possas queimar-me e consumir-me.

Senhor, eis me aqui. Venho porque me chamaste: não para trazer-te algo, nem para dar-te, mas para abrir a minha alma à plenitude infinita do teu Amor.

Senhor, eis-me diante de Ti. Sem nada mais a dizer a não ser que me ames, pois quero ser amado, porque, enfim, compreendi que minha vida só poderá ter sentido, se me amas e porque queres amar-me. Isto e nada mais. É o que devemos crer“.

Charles de Foucauld

 

* Braun, Jean Le Theologien, III p.50ss.

* G.Behler, Nous avons  cru

* Paul M de la Croix, L´Évangile spirituel

p.307 L’homme ne pourrait connaître Dieu si celui-ci n’avait pris l’iniciative de se faire connaîte par lui. Cette visitation mystérieuse de l’homme par Dieu est une grâce sans laquelle toute connaissance de Dieu par l’homme serait impossible. L’homme ne connaît Dieu qu’en vertu de cette venue, de cette insertion de Dieu en lui : on retrouve ici le rapport dejà noté entre révélation et foi. L’initiative vient de Dieu qui se revèle à l’âme et se fait conaître d’elle. Mais l’homme ne doit pas subir passivement cette visite divine. Il lui est demandé de l’accueillir activement, c’est à dire de s’ouvrir à elle, de recevoir. La « connaissance de foi », jaillit de cette réceptivité, de cet accueile, elle s’identifie à cette rencontre au sein de laquelle l’homme est tout ensemble connu et connaissant... Cf. Prologue Jo 1,12 « a ceux qui l’on reçu.. qui croyent en son non ».

308      ‘L’absolue priorité divine en matière de connaissance, et la necessité pour l’homme de s’offrir activement à la divine visite, y sont nettement marqueé. [note(2)= cette notion, de visite, de venue, de descente est perceptible à travers toute l’oeuvre Johannique » : Liée aussi à l’idée d’Incarnation : 1,14  qu’à l’inhabitation divine dan l’âme: 14,23 ; ele permet également à la vie spirituelle de se developper : Ap 3,20 "Voici que je me tiens `a la porte, et je frappe. Si quelqu'un entend ma voix et ouvre la porte, j'entrerai chez lui pour souper, moi près de lui, et lui près de moi" Seul l´amour rend compte de cette conduite divine, comme Jean nous le révélera dans son Èpitre: Quant à nous, aimons, puisque Dieu nous a aimés le premier" 14.19]

Mais il y a plus. La profondeur à laquelle l'homme est connu par Dieu, la richesse de cette visite du Verbe en nous, sont si grandes, que seule la notion de "filiation" peut en rendre compte...Pour Dieu, en effet, "connaître"c'est "créer", et créer à son image et ressemblance. La connaissance est ici génétracie de la relation la plus intime, la plus profonde, la plus vivante qui  soit: celle qui existe entre le père et son enfant. Une telle relation laisse loin derrière elle toutes les autres, mais elle les comprend toutes en les dépassant. Entre ce Père et cet enfant, ce "né de Dieu", il y aura communauté de pensée, de sentiments, d'esprit, de vie, tout sera partagé, tout sera commun. Les infinies richesses de participation que l'évangile johannique développera tout au long, trouvent ici leur source.

Dans un mouvement d´incompréhensible et miséricordieux amour, Dieu a connu l´homme, le rendant ainsi capable de le connaître à son tour dans la foi. Une rencontre s´opère au sein de laquelle, Dieu communique à l´homme la plénitude du « don divin ». Cette plenitude s´exprime dans un mot : « la filiation divine » promise et offerte à ceux qui « reçoivent »  le Fils unique donné au monde par amour, a qui croient en son nom.

De cette filiation, l'apôtre Pierre n'hésitera pas à affirmer qu'elle et une participation à la nature divine elle-même.

309 « divine puissance...nous a fait conaître celui qui nous a appelés par sa propre gloire et vertu. Par elle, les précieuses, les plus grandes promesses nous ont été données, afin que vous deveniez ainsi participants de la divine nature"(1.note: 2Pd 1,3-4).

Connu par Dieu, l´homme peut le connaître à son tour. Cette connaissance est tout ensemble la condition et le fruit de la foi. Cette double exigence n´a cessé d´être mise en lumière dans la Bible.

Yahvé y connaît une communauté élue et choisie, Israel: "Jen'ai connu que vous de toutes les familles de la terre (Am 3,2) . Mais cette élection est la conséquence d'un chix qui s'est porté à l'origine sur Abraham. C'est Abraham que Yahvé a connu et choisi, c'est avec lui qu'il a établi son "alliance", qu'il a noué des realtions intimes, et la réponse d'Abraham à la visite divine fut la foi.

Abrham crut en Yahvé qui le lui compta comme justice (Gn 15,6).

Si l'on veut prendre conscience de la structue personnelle de la foi, c'est le récit de la Genèse, où nous sont preésentées la vocation du patriarche et sa réponse à l'appel divin, qu'il faut interroger. Cette "alliance"entre Yahvé et Abraham, qu'est-ce qutre chose que la foi? Nulle part on ne prend à ce point conscience de la fécondité de la foi; et tout d'abord du fait qu'elle est une "naissance". En effer, la fécondité d'Abaraham n'est pas seulement la réponse de Dieu à la foi du patriarche; elle symbolise également la filiation qui s'est réalisée en lui - et qui se rálise en nous après lui - par la foi. Abraham, (au point) de devenir "père d'une multitude", doit en effet naître d'abord de Dieu par la foi. Chez lui, la paternité découle de sa filiation divine et c'est pourquoi, malgré les apparences, elle est essentiellement spirituelle. La foi qui fait d'Abraham le père de nations nombreuses, le fait tout d'abord père du peuple élu. La naissance de ce peuple qui ne cessera à travers toute la Bible de considerer  Yahvé comme son Père,

310 est donc suspendu à l`acte de foi du patriarche. Et c'est encore une paisance qui est annoncée au terme de cette filiation: celle du Messie, fruit de la Promesse, cette promesse qui, atacjhée à l'Alliance, est suspendue comme elle à la foi.

Aussi, devant la phrase du prologue où avec l'accomplissement de la Promesse s'ouvre la nouvelle Alliance: "A ceux qui 'ont reçu, qui croient en son Nom, il a été donné de devenir enfants de Dieu...", il est impossible de ne pas évoquer la première Alliance conlue avec Abraham "notre père dans la foi"(note2: "Moi, voici mon alliance avec toi. Tu deviendras père d'une multitude de peuples. Je terandreai extrêmeent fécond, de toi je ferai des peuples"Gn 17, 4.6).

 

311 Ainsi, la foi comme la connaissance, se trouvent étroitement liées dans la Bible, à la notion d´Alliance. Et celle-ci, qui est le dialogue du coeur de l´homme devenu le lieu d´une rencontre d´amour, avec Dieu, s´exprime dans la Bible en termes d´amour conjugal et de mariage, sans rien répudier des exigences que ceux-ci comportent.(nota 3:Un même terme"yadoa"exprime dans la Bible l'union de l'homme et de la femme, sommet de l'amour et source de fécondité; et la connaissance de Dieu")

En effet, "la définition que les prophetes donnent de la connaissance de Dieu n'a rien d'une prception intellectuelle ni d'un cheminement moral. Elle se rattache à la conception qu'ils se font de l'histoire de l'univers, vaste aventure conjugale entre Dieu et Israël, histoire qu'ils ont conscientce de vivre dans leur sphère privée. La révélation n'est pour eux ni une technique, ni un don, mais la dévouverte d'un amour. La rencontre avec le Dieu vivant ne leur révèle ni un esprit, ni une idée, mais un partenaire.

312 Avant d'être une connaissance "de" Dieu, la connaissance biblique apparaît donc comme une connaissance "par" Dieu et elle s'apparente de très près à l'idée d'élection et de choix. appliquée d'abord au peuple de Dieu et a ses serviteurs, les prophètes, cette idée s'étendra aux relations personnelles de l'âme fidèle avec Dieu.(note 1: Yahvé, tu me sondes et tu me connais. La parole n'est pas encore sur mes lèvres que déjà tu la connais tout entière"Sl 139,1.4.). La connaissance engendre l'élection, et l'élection, le choix et le salut. Nous sommes ici non  seulement à la source de la pensée biblique, mais encore johannique et paulinienne (note 2: Nous savons qu'avec ceux qui l'aiment Dieu collabore en tout pour leur bien, avec ceux qu'il a appelés selon son dessein. Car ceux que d'avance il a discernés (c'est-à-dire connus de manière particulière_ il les a aussi prédestinés à reproduire l'image de son Fils... et ceux qu'il a prédestinés, ils les a aussi appelés, ceux qu'il a appelés il les a aussi justifiés, ceux qu'il a justifilés il les a aussi glorifiés"(Rm 8,28-30).

Cette connaissance par Dieu qui entraîne de sa part un choix d'amour et un appel, ne va pas sans exiger de l'homme une réponse et un retour d'amour.

On saisi ici pouquoi, dans la pensée johannique toute nourrie de Bible, la foi est nécessairement imprégnée d'amour. C'est que l'acte lui-même par lequel Dieu nous connaît et nous communique cette grâce qui, activement reçue par nous, deviendra la foi, est une élection, une connaissance et un choix d'amour. Comment la réponse de l'homme qui se nomme la foi pourrait-elle atteindre son but, si elle n'embployait pas le même langage, langage d'amour?...

D'ailleurs l'amour n'est-il pas en définitive la seule manière de connaître profondément, et d'aller toujours plus avant dans la connaissance? ...Dieu lui-même ne nous connaît si parfaitement que parce qu'il nous aime infiniment. "Ceux qu'il a discernés, ceux qu'il a appelés, il les a justifiés"écrit saint Paul (Rm 8,28), tandis que saint Jean nous rapporte ces paroles du Christ: "Je suis le bon Paseur; je connais mes brebis et mes brebis me connaissent... comme le Père me connaît et que je conais le Père; et je donne ma vie pour mes brebis".(10,15).

Si l'on demande: Pourquoi Dieu ne se content-t-il pas de connaître l'homme, et veut-il   313 encore que l'homme le connaisse? on répondra que l'un des traits soulignés dans la Bible est, non pas seulement que Dieu aime les hommes, mais que les hommes sont appelés à connaître et à aimer Dieu en retour. Dieu y révèle à l'homme que les relations entre eux doivent être basées sur un échange d'amour libremenet consenti. C'est pourquoi il conclut avec eux cette Aliance qui aboutit à la venue du Christ parmi les hommes (3,16)

Dans cette perspective vraiment nouvelle, la necessité pour l'homme de connaître Dieu n'est pas appelée seulement à subsiser. Elle devien une exigence de l'amour de Dieu à l'oeuvre en lui. Sans amour, la conaissance n'est pas possible (Celui qui n'aime pas n'a pas connu Dieu. 1Jo 4,8). A son tour, la foi apparaît comme la réponse d'amour que Dieu attend.

 

 

*2 cf. Kazimierz Romaniwk, L’amour du Père et du Fils dans la Sotériologie de St.Paul, Analecta Biblica n.15 A, Roma, 1974

 

p.160 Eudokia “Par analogie avec son emploi pour l’homme, même lorsqu’il se rapporte à Dieu, le terme exprime un sentiment de complaissance (le sens se rencontre souvent chez les rabbins) qui apparaît clairement en 2Tm 1,1s; Gl 1,15: “Mas, quando aprouve àquele que me reservou desde o seio da minha mãe e me chamou pela sua graça, para revelar seu Filho em minha pessoa”. Sont liées à son essence, non seulement l’inclination spontanée, la complaissance, mais aussi la sincerité, l’honnêteté et la rectitude dans ce qui est à faire (eu).

p.162 Cl 1,19-20 “aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas”; (o verbo eudokein.) Dieu qui s’est plu le bien éternel de l’homme; dès le début de l’économie de salut, a été l’objet de l’amour et de la complaissance de Dieu. Esta idéia de caridade aparece sobretudo em Mt 3,17 : “eis uma voz dos céus dizendo, este é o meu Filho amado, em quem ponho minha afeição (em quem me comprazo).

(Mc 1,11s; Lc 3,11) no Batismo de Jesus.

 

(cf. BChrII p.139 Lc 3,22 “tu es o meu Filho bem amado, em ti ponho o meu bem querer”(trad.Liturg -Festa do Batismo de Jesus). “En toi mon amour est parfait”. (eudokésa) Vg.: “in quo mihi complacui”. Crampn, BJ, Osty tradusent: “Il a toute ma faveur” - ce qui est un mot beaucoup trop faible, signifiant seulement d’après  “bienveillance, préférence, considération, avec même parfois une note péjorative. TOB interprète: “Celui qu’il m’a plus de choisir” (par rapprochement avec l’Elu d’Is 42,1); mais précise en note: “Litt. En qui j’ai mis mon bom plaisir”.

A travers le grec, on peut deviner, en hébreu, le verbe “Ratsa” ou le susbstatif “Ratson” et cela porte à donner tout son sens à ce: bom plaisir, qui n’a rien à voir avec l’arbitraire, mais exprime la satisfaction de la volonté divine (ou royale), d’être sûre de se voir accomplie par celui qu’elle délègue: “en toi s’accomplit ma volonté, en toi je trouve ma plaine volonté”. De fait, Jésus est “le Fils, le Bien-Aimé, possédé, animé par l’entière volonté du Pére. Sa raison de vivre - “sa nourriture”, Jo 4,34 - c’est la volonté du Pére. D’ou la traduction à laquelle nous nous sommes arrêtés: “En toi ma volonté s’accomplit, parfaite”.

Mis cette volonté est Amour, et la satisfaction, la plénitude, le bonheur que le Père trouve en son Fils, “le Bien-Aimé”, c’est le Repos de l’Amour . D’où la traduction proposée en définitive: “En toi mon Amour est parfait”. C”est bien l’expression de la Vie trinitaire: “Dieu est amour”. En son Fils, parfait miroir, le Pére voit s’accomplir son Amour, sa volonté de Don total, puisque ce Fils se donne en retour à cette volonté, dans l’union totale, vivante, personnelle qui est l’Esprit Saint”.

 

Cf. sobre este mesmo aspecto de “amor de mútua complacência” : Paul M.de la Croix, L’Évangile de Jean et son témoigne spirituel, p.447: “La complaissance mutuelle”. L’amour du Père pour son Fils et du Fils pour so Père apparaît, en effet, marqué de ce caractère: “Celui-ci est mon Fils bien-aimé qui a toute ma faveur (Mt 3,17; 17,5), dit par deux fois le Père (au baptême et à la Transfiguration) en désignant son Fils, et de son côté, celui-ci affirme: “qu’il fait toujours ce qui plaît à son Père”. A ses apôtres il dit également combien il se réjouit de retourner auprès de son Père.

La complaissance mutuelle, comme la réciprocité, sont donc des caractères essentiel à l’amour. Sans eux, il ne pourrait s’accomplir.”)

 

 

p. 163 ProqesiV decisão, desígnio (com exceção de 3 textos) todos os outros se referem a Deus, significando o decreto divino pelo qual os bens sobrenaturais são cumunicados aos homens (Philo, De Vita Myses 2,61).

 

2Tm 1,9 decreto, como vontade salvífica de Deus está em oposição às obras humanas, que de nenhuma maneira podem ser consideradas como causas de salvação.

Tt 3,5 gratuidade - Xaris

Ef 1,11 fala do plano pré-estabelecido proorisqenteV kata proqesin

Rm 8,28: Carater irrevogável deste desígnio. “Àqueles que amam a Deus, Deus colabora (sunergei eis agaqon), em tudo, para o bem, aqueles a quem chamou segundo o seu desígnio (tois kata proqesin klhtois ousin)”.

Este desígnio está fundado na misericórdia, pois não supõe nenhum mérito humano. Rm 9,11: “ficasse bem clara a liberdade da escolha divina”; Tt 3,5;

Ef 3,11: “de acordo com o desígnio eterno que Deus realizou”.

1Co 7,6; 2Co 8,8; Ef 4,16; 2Ts 2,9; Rm 9,16

 

p.164 O prefixo pró, no substantivo prothesis, ou no verbo propthemi, acentua a idéia de uma certa “supertemporalidade” do decreto divino salvífico. A obra da Redenção não se apresenta como intervenção inesperada e imprevista de Deus no mundo .O Cristo não somente tem sua existência, mas também, sua pré-existência, e Deus Pai, antes da criação do mundo já havia “elaborado” a economia de sua salvação. É isto que exprime a fórmula: kata proqesin aiwnwn.

 

p.165 Boulh 

significado: simples deliberação ( cf.Aristoteles, Ethica Nic. III,112.19)

cf.F.Zorell, Lexicon graecum, 99: “certa illa ac constans in animi sententia permansio, quae, capto semel de re quidpiam consilio, haberi solet, hinc ipsum de re aliqua consilium firmum, decretum”.

 

Para a noção soteriológica da Vontade divina que é expressa por boulé: “is used to denote the divine decree lying at the basis of the history of redemption (Cremmer, Lexicon) o texto paralelo fundamental é Ef 1,11.

 

A firmeza e a inflexibilidade da vontade divina (Rm 9,20) são aumentadas ainda mais em Ef 1,11, pelo fato de que os dois conceitos designando a vontade, estão aqui ligados na expressão: h boulh tou qelhmatoV.

qelhma como inclinação, propensão natural é “aprovada’” e como que confirmada por Boulé, isto é: o elo querer reflexivo. A explicação final do que está escondido nos verbos exelesato e proorisaV encontra-se nesta “decisão de sua vontade”. Mas, como termo “ad quem” desta vontade divina, Boulé tou Theou inclui o caris tou qeou. De fato, a vontade de Deus quando tem por objeto a salvação do homem, se revela sob a forma de graça.

166. Em Ef 1,11 a Vontade divina salf´pifica de Deus está duplmente acentuada, por  proorisqentes kata proqesin  e por:  energounteV data ten boulen tou qelhmato.

Há neste texto uma diferença entre prothesis e Boulé, quanto à significaçlão.

proqesi menos concreto, menos determinado, exprime não tanto o conteudo da vontade, que a sua qualidade, isto é, a sua força.

Boulh acentua mais a expressão exterior da vontade.

 

 

p.169 Eklogh - Eleição

 

172 paralelos da doutrina de São Paulo: Dt 7,6ss. Election à cause de l’amour de Yahvé cf. Dt 14,2; Ex 19,5

cf. relação a Ef 1,4 (Cerfaux, La Théologie de l’Église..p.109). Eleição dos judeus e dos gentios, Rm 2,11; 3,28ss. Verbo eklegomai  é espandido, na insistência do amor que abraça todos cf. Huby, Rm p.49

Paulo conserva porém na idéia de Eleição do AT sobretudo os motivos da eleição, isto é, o amor, caridade (quando fala da misericódia, da graça ou da obra da salvação. Cf; 1Co 1,27 foi pela graça e não em razão das obras...).

173 O centro de toda a doutrina da Eleição está nesta idéia que Eleição divina depende unicamente da bondade e do amor de Deus. Cf. relação também com Is 41. 8-9 “Tu Israel meu servidor, Jacó a quem escolhi... que dos confins da terra eu te amei e chamei (cf.Spicq - relação com Rm 9,11-13 (graça) em Agape I, 209. Cf. também A.Feuillet, L’universalisme et l’election d’Israel, Bible et Vie Chret. 15(1956)25.

p.169 A primeira ação pela qual se realisa a vontade salvífica do Pai é chamada por São Paulo eklogé, Variação no significado, mas o fundamento é o mesmo, a caridade de Deus e a sua misericórdia. Na eleição dos Pais, Rm 9,11 de Israel Rm 11,5-7; 9 se refere também a Eleição de um indivíduo Rm 16,13 ou da comunidade (Rm 11,5 resp 2Ts 2.13s; 1Ts 1,4; do povo Rm 11,28; a nova humanidade Ef 1,4; Rm 8,33; 9,11)

Para os homens a Eleição é motivo de especial gratidão e de louvores a Deus: 1Ts 1,4; 2Ts 2,13

171 A Eleição divina impõe aos homens a obrigação de imitar a Deus (para serdes santos e imaculados Ef 1,4; Cl 3,12: vós, pois, eleitos de Deus, santos e bem-amados. Cf. tb. Rm 1,7; 11,28; 1Co 4,11; 1Tm 2,6. Ela exclui pois qualquer discórdia e divisão, introduzindo em seu lugar a harmonia e a unidade pois que todos são eleitos pelo mesmo Pai. Existe assim uma relação entre a idéia de Eleição e a participação conveniente na vida da comunidade, chamada Igreja do Cristo.

172 E por amor Rm 8,33 de aspecto estritamente soteriológico, fonte de esperança.

Gratuidade: Rm 9,11. 16s At Dt 7,6ss; 14,2; Ex 19,5

Exortação Rm 12,1-17

173 Paulo em sua doutrina corrige a idéia de At sobre o objeto da E. mas deixa intacto os motivos da eleição divina: a caridade, em fórmulas sobre a misericórdia, a graça ou toda a obra da salvação cf. Rm 4,2.6; 9,11; 11,6; Gl 2,16; 3,2; Ef 2,9 O centro de toda a doutrina da E. está na idéia que esta E. depende unicamente da bondade e do amor de Deus: 1Co 1,27 com textos paralelos do At Is 41,8-9 (Rm 9,11-13).

Para ilustrar esta iniciativa do Pai, Paulo utiliza também a noção de predestinação, ou seja o verbo “proorizo” que significa: definir, determinar - usado somente por Paulo e At 4,28. Esta predestinação está no fato de que Deus conhece antecipadamente (proegno). Não há sucessão de tempo, é claro, apenas na maneira de descrever os atos divinos.

Presciência: ordem da intenção

Predestinação: ordem da execução, que o verbo progignosko procura unir.

  • objeto está na idéia de reproduzir a imagem do Filho (sumorfonus tes uiou autou)
  • Em Rm 8,30 predestinação e vocação se unificam
  • Em Ef 1,5 predest. Está em função da filiação
  • Em Ef 1,11 predest. É vista como fruto da vontade salvífica de Deus, origem de toda obra de salvação.

175 Deve-se afirmar que eleição e predestinação são sinônimos, quanto à extensão, mas, cronologicamente (se é possível dizer isto) a eleição precede a predestinação.

Não se trata em SP da predestinação à glória celeste, mas aquela para a obtenção da graça eficaz.

Concluindo: predestinação = designa um decreto divino, eterno e absoluto, logicamente posterior à presciência, pela qual Deus destina o homem a um bem sobrenatural, mas não diretamente para a consecução da glória futura (cf. Prat, La Théologie de . SP I, 509s)

 

* Eulogia, em “La Carta a los Efésios”

Heinrich Schlier, Ediciones Sigueme, Salamanca, 1991p.62

 

Vemos, pues lo fundamental exclusiva que es la bendición con que dios nos bendijo.. El que es la bendición del Padre en Cristo en virtud del Espíritu Santo, nos revela el señorío de Cristo como la dimensión de nuestro existir. Por consiguiente, nosotros estamos bendecidos – bendito sea Dios! – hasta en las raíces de nuestra existencia, hasta la hondura misma del existir, y en medio de los abismos de la transcendencia de los poderes cósmicos, nos hallamos seguros en Cristo Jesús, como los que han sido bendecios en el fondo de su propio ser.

El v.4 comienza a definir con detalle en qué consiste la bendición. Con un kathos, que significa aquí “según”, “por cuanto” (secundum quod) y tiene – a su mismo tiempo – sentido comparativo y causal, elección y predestinación por Dios en Cristo. Eklevgesqai para san Pablo un concepto “bíblico” y significa – ya en su pasado judío – escoger y seleccionar. Mas exactamente, en el nuevo testamento este concepto significa la elección que se hace entre una multitud (de judíos o gentiles) y que se realiza por el llamamiento de Dios a entrar en una nueva comunidad, la Iglesia y llegar a la salvación. El concepto lleva, pues, la connotación  de un aprecio positivo, de manera análoga a como la lleva nuestro concepto de elegir, y más todavía de seleccionar. Lo especifico en estas palabras sobre la elección son dos cosas: en primer lugar, que la selección de los cristianos se realizó prov katabolh kovsmo. Es trasladada, por tanto a antes del tiempo y antes del mundo, de manera parecida a como en Jo 17, 5-24 se dice que el amor eterno del Padre al hijo fue ya desde siempre, o como se dice en Pd 1,20 que Cristo fue reconocido desde siempre por el Padre, o como Dios – según 1Co 2,7 – destinó su sabiduría para nuestra glorificación, o como se dice también, según 1Pd 1,2 – que nosotros fuimos reconocidos según previo designio de Dios y elegidos de esta manera. Lo segundo que distingue de otros a nuestro enunciado de Ef 1,4 es lo siguiente: esta elección efectuada antes del tiempo  antes del mundo, tuvo lugar “en Cristo” Y “en Christw debe entenderse aquí tan cargado de sentido como en el v.3. No se habla ni de sun Christou”(v.2 e 5)  ni de “diav Christo” ni lo de “en el” tiene mero sentido de una persona que representa a otra. No, sino que lo que se quiere decir es que nosotros, en nuestra elección, estábamos ya en Cristo. Se trata de una transformación cristiana de  “teologumenon” judío acerca de la preexistencia no solo del Mesías, sino también del pueblo de la salvación y de los bienes salvificos. Esta idea se encuentra también en los escritos cristianos antiguos posteriores a Pablo e independientes de el. Nosotros los creyentes y santos, nunca dejamos de estar en Cristo, según la voluntad de Dios. Por cuanto en el, lo hemos estado ya siempre. Estar en el es lo que procede a todo, es lo que es eternamente antes que todo, es lo primero que nosotros fuimos. Ahora bien, la bendición con que Dios nos bendijo (en el bautismo) nos revela esa eterna elección y nos abraza con ella. Como cristiano, y esto significa: como bendecido en Cristo, yo ahora lo que he sido siempre, y antes de todas las cosas, por la elección divina. “Ser” para el cristiano que esta en Cristo, no significa nunca el ser meramente una criatura, sino que quiere decir además: haber sido, elegido desde siempre por Dios. “Ser cristiano” es. En este sentido, una excepción eterna y una anticipación eterna. Con esta afirmación, no se encuentra sola la Carta a los efesios, Colosenses (1,15ss), Juan (1,17ss. 5,24), la Carta primera de Pedro (1,20), conocen la llamada preexistencia de Cristo. Y con referencia a los cristianos, se dice en Rom 8,28 que los que aman a Dios son los llamados según el (eterno) propósito (de Dios), es decir, los que fueron conocidos de antemano y predestinados. Ahora bien, el hecho de que ellos estén (o sean) “en Cristo”, y de que por tanto se contemple en forma conjunta su preexistencia y la preexistencia de Cristo de la manera que hemos indicado, eso es la característica de los progresos del pensamiento de Pablo en la Carta a los efesios.

Hay que tener en cuenta, además, otra faceta de la elección eterna. Esta elección tuvo de antemano un fin. Nuestra elección es un ser elegidos para algo. El ser de elegido, en cuanto elegido, es un ser que, en sí mismo, está orientado y abierto, es un ser intencional. Pero de que se trata con esta intención, impresa ya por la elección en el ser del cristiano, en el ser en Cristo, y que consiste en einai hJma" aJgiou" kaiv aJmwJnou" katenwJpion aujtou} El infinitivo debe entenderse en sentido final. El “ser santo” significa lo mismo que en 1,2. Ahora bien, la faceta de la santidad que se acentúa, la vemos por el concepto amwmo que casi es sinónimo de a}gio". Puede tener propiamente sentido cultual, por cuanto amwmo designa con bastante frecuencia la integridad del animal que se ofrece en sacrificio. Claro está que el termino se utiliza también con el sentido general de irreprochable, sin tacha. Una inmaculidad santa, una santidad inmaculada es la meta de nuestra elección por Dios y la intención con que fuimos elegidos. Pero, en todo ello, el apóstol no cree que sea superfluo añadir:  katenwppion autou. La expresión no nos obliga necesariamente pensar en la presencia escatológica ate el rostro de Dios, sino que puede referirse también, como en este caso, al hecho de estar incesantemente ante l mirada de Dios. De todos modos, estas palabras nos muestran quién es el que juzga acerca de esta santidad y ante quién debe ésta subsistir, y por tanto cuál es la norma por la cual se mide aquí la santidad.  Dios eligió a los cristianos para que fueran santos en el sentido que tiene la santidad divina. Y ésta se diferencia con harta frecuencia de la santidad que los hombres  saben apreciar. Según esto, ser bendecido significa en primer lugar: ser solicitado por Dios para que lleguemos a nuestro ser, elegido eternamente en Cristo, de santa irreprensibilidad ante Dios.

Pero tampoco con esto decimos lo suficiente. El apóstol sabe describir también de otra manera la elección eterna en Cristo, tanto por lo que respecta a la índole de su realización divina, como en relación con su finalidad. ‘ Con la siguiente oración de participio, en la que cada uno de los miembros es de importancia, el apóstol completa y aclara lo que había dicho hasta ahora. En vez de eklegesqai dice ahora: proorizein. Quiere decir, claro está, ojrizein prov katabolh kovsmou, como en Rm 89,29s; 1Co 2,7. es decir, una predestinación absoluta, por contraste con la predestinación relativa o histórica de que se habla em 1,11; véase At 4,28. (Pro) orizein, por su origen etimológico que quiere decir “deslindar”, significa: fijar, establecer, determinar. Y esto, no sólo con respecto a las cosas sino también a las personas. La relación de este concepto con eklevsgesqai difícilmente se podrá definir en el sentido de que este último verbo implique aliquid negativum (sc. Generalis Christianorum distinctio et separatio ab ómnibus aliis hominibus), y que aquel primer verbo implique aliquid positivum (sc. In adoptionem filiorum). No, sino que en (pro)orizein está indicado el destino para el que se ha efectuado la elección. La elección antes de todos los tiempos (praeelectio) viene a parar en una destinación antes de todos los tiempos (praedestinatio). Ambas cosas presuponme e incluyen en sí un conocimiento antes de todos los tiempos (praescientia),véase Ro 8,29. Pero, claro está, se trata de distinciones que apenas estarían presentes, con todo su carácter explícito, en la mente del apóstol, cuando redactaba este pasaje. Tal vez acertaremos con lo que él quiso decirnos con lo que proorizein, si traducimos este verbo por “definir anticipadamente”, e incluimos en este concepto las ideas simultáneas de deslindar, acoger en sí y declarar.

Es probable que proorizein vaya determinado, además, por en ajgape. Esto indicaría que, en la predestinación eterna de nuestro ser, intervino el amor de Dios. Podríamos afirmar, para hacer frente a algunas interpretaciones erróneas de la elección: no es un elegir cuyo motivo sea únicamente la soberanía de Dios, y que por ello constituya la gemina praedestinatio, sino que es una elección soberana hecha por amor, una elección del amor soberano, el cual – porque Dios es Amor - adopta desde toda la eternidad sus decisiones de amor, por cuanto el, “por su gran amor”, levanta de sus pecados a los muertos (2,5); véase 5,2.25; 2,25; Rm 5,8; 8,39.

Nuestra elección eterna en Cristo es una definición del amor divino, una definición en la que el amor de Dos se anticipa a todo. Lo que nosotros somos ahora como santos y creyentes, como los que han sido bendecidos, eso lo ha definido ya desde toda la eternidad el amor  de Dios. Porque para qué hemos sido predestinados? La respuesta, hasta ahora, había sido: para una santidad irreprensible a los ojos de Dios. Pero ahora aclaramos más esta respuesta y seguimos diciendo qué es esa santidad que Dios quiere de nosotros. Estamos destinados – decimos en este momento – “para ser sus hijos por Jesucristo”. Esta “condición de hijos” es un ser hijos en el sentido real y pleno de palabra. Pero, como indica el término empleado, es un llegar a la condición de hijos en virtud de una adopción, mientras que Cristo es el uioVs gnhvsio, el Hijo por naturaleza (v.4,13). Y es, al mismo tiempo, un ser hijos en el Pneuma, y con ello una anticipación provisional y oculta de nuestra futura condición de hijos, que será definitiva y manifiesta (v. 1,14; 4,30).

Tal es, por consiguiente, nuestro destino eterno: ser en el Espíritu – hijos adoptados por Dios. Este destino no es más que la otra faceta de la elección para ser santos e irreprensibles. Ser hijos (v. Rm 8,14ss) es tanto como ser santos e irreprensibles ante Dios. La santidad irreprensible es, a los ojos de Dos, esta condición de ser hijos. Aquí se indica la norma divina para juzgar lo que es “santo”.

Somos hijos de Dios, “por medio de Jesucristo”. También esto lo determinó Dios de antemano. Podemos pensar em Rm 8,14s h Gl 4,4s según estos textos, somos hijos por la acción salvadora de Cristo y por la recepción del Espíritu santo, o podemos entenderlo en el sentido de que hemos accedido a la condición de hijos porque hemos sido hechos participes de la filiación divina de Jesucristo, a quien hemos sido incorporados. Lo probable es qu esto último sea lo que se escuche en el “en Cristo” que vuelve a aparecer en nuestra carta. De todos modos, con eta referencia a Jesucristo, “por’ quien somos hijos de Dios, se acentúa el carácter gracioso de ese ser que Dios ha destinado para nosotros desde toda la eternidad. Este ser de hijos no nos corresponde porque así lo quiera nuestra naturaleza, sino porque – por medio de Jesucristo – hemos sido liberados de nuestra funesta duda de culpa. No se lo debemos tampoco al hecho de proceder de un pueblo santo, ni a nuestros actos de cumplimiento de la ley, sino que nuestro ser de hijos y nuestro descender del Padre lo hemos recibido por mediación de Cristo y, por consiguiente, lo tenemos por el. Desde toda la eternidad, la santa condición de hijos llega a nosotros como un don – un regalo – de Cristo.

El tercer miembro de la frase, que explica más todavía la elección, es eijs aujtovn. Es muy difícil decidir si estas palabras se refieren a Dios o a Cristo. Ambas socas tienen sentido objetivamente. Si se refieren a Dios, entonces habrá que pensar que Dios es Aquel ante quien hemos de comparecer algún día, por consiguiente, Aquel a quien estamos orientados. Si se refieren a Cristo, entonces estas palabras nos recordarán el texto de Cl 1,20; véase 1,16b, donde se dice del universo que está reconciliado “por el” y “para él”, lo mismo que había sido creado “por él” y ‘para él”. También hay que tener en cuenta Ef 4,13ss, donde Cristo – como Cabeza del Cuerpo – es la meta hacia la cual el Cuerpo “crece”. El próximo lugar paralelo es: Rm 8,29 en conexión con 2Cr 3,18 y 1Cor 15, 49 váse Fl 3,21. Según el, Dios nos predestinó para que fuéremos hechos conformes a la “eikón” de su Hijo. Ahora bien, de esta eikón, de la “imagen”, de la manifestación del Hijo, ser dice luego – por un lado – que nosotros somos trasformados ya desde ahora en ella, en el Espíritu; y se dice también – por otro lado que (esa imagen_ la llevaremos en el esjaton. La meta escatológica de muestro existir es siempre, según san Pablo, la meta presenta, pero también nos movemos incesantemente – “de doxa a doxa” en el pneuma hacia esa meta. Por eso en Cl 3,10 se dice también que el bautizado se ha vestido ya del “hombre nuevo” en Cristo y que esta renovación la va a “experimentar” en la segunda creación conforme a la imagen de aquel que lo creó”, es decir, según la imagen de Cristo. Por tanto, la “imagen” de Cristo es la meta en movimiento a la que tiende el bautizado. Y esta meta, según la palabras de Efesios, fue prevista ya por Dio os desde toda la eternidad. Y nosotros, antes que todas las cosas, fuimos ya destinados o definidos “para el”, orientados hacia el.

Así se ven a sí mismos los cristianos, y por eso alaban a Dios que los bendijo en el bautismo: desde toda la eternidad, y por consiguiente antes que todas las cosas, fueron elegidos y seleccionados en Cristo para la verdadera santidad. Lo que los cristianos son fue definido desde siempre por el amor de Dios. Son hijos adoptivos de Dios por medio de Jesucristo, cuya imagen han de reproducir. Su ser, elegido eternamente en Cristo, está orientado por Jesucristo hacia Jesucristo. Nuestro se bendecido, el ser de bautizados, santos y creyentes, es el siguiente: en virtud de la eterna definición del amor de Dios, ser santo en Cristo, por medio de Cristo y en aorden a Cristo.]

Sin embargo, el apóstol no ha terminado aún el primer desarrollo de la bendición de Dios. Toda la frase del v.4s queda completada además, por dos complementos con preposición que tienen carácter independiente y que representan casi dos oraciones subordinadas. El primer complemento introducido por preposición dice así: “según el beneplácito de su voluntad”. Estas palabras nos hacen ver que la eterna voluntad salvífica de Dios y nos muestra a Dios en armonía consigo mismo. El concepto de eujdokiva en cuánto se predice de Dios, oscila en los LXX y en el NT entre los significados de agrado o beneplácito y de voluntad o decreto (propositum, vg). Tal  vez la traducción más acertada sea la de “según el agrado”, porque incluye las dos facetas de la significación. Tò qevlhma es, como ya vimos, la voluntad salv                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     ífica de Dios que lo hace todo, y que tiende como fin a la reinstauración de todas las cosas en Cristo (1,9s. Y esta voluntad es también decisiva, con anterioridad a todas las cosas, en la elección para que seamos hijos , y su definición misma, se ajustan a la voluntad salfífica de Dios, que lo abarca todo.

Y así, la elección se realizó también finalmente eijs eJpainon dovxh th cavrito aujtou

 

* D.Barsotti, Dieu, Que je voie ton visage (La Fede nell’Amore), Téqui, Paris,

 

9         Ne crains pas, je suis avec toi, je suis pour toi. C’est une parole de Dieu, de ce Dieu qui nous a appelés des qu’il nous a crées, et qui continue à nous appeler parce qu’il nous aime : c’est la parole de l’amour... Comme si j’etais seul pour l’amour de Dieu, il ne voit que moi. Qui suis-je pour lui, pourquoi m’aime-t-il ?  Nous n’arrivons pas à croire à l’amour de Dieu. C’est précisement pour cela que nous ne réussissons pas à marcher, que malgré toutes les retraites spirituelles nous restons ce que nous sommes. Nous ne croyons pas à l’amour. Ah, si nous pouvions croire que nous sommes aimés ! Et c’est l’unique chose que le Seigneur nous demande : croire à l’amour de Dieu.

12        Celui qui aime se donne à l’aimé, et quand nous croirons à l’amour de Dieu, nos deviendrons non plus ce que nous somes, mais nous deviendrons Dieu, Dieu Lui-même, parce qu’il aura voulu déposer en nous l’infinie richesse de son amour, parce qu’Il aura voulu verser en nous la splendeur de sa sainteté.

La plus grande offense que vous puissiez faire à Dieu est de ne pas croire à son amour : c’est ce qui l’offense dans son plus intime. Notre péché est celui-là : nous n’avons pas cru à l’Amour.

Du moment où tu me demande de croire en toi vraiment je m’abandonne à toi pour être aimé. Je veux enfin croire que tu m’aime. Je m’abandonne à toi. Brûle-moi comme tu veux, consume-moi, détruis moi comme tu veux. C’est cela que le Seigneur nous demande : rien d’autre. Non pas que nous l’aimions d’abord, mais que nous le laissons nous aimer. Est-il possible que je refuse l’océan de l’amour de Dieu ?

 

15        En fait, la  réponse qu’une âme peut donner à l’amour de Dieu est la foi avec laquelle elle accueille cet amour divin.

16        Chacun de nous reçoi autant d’amour qu’il croît vraimente en recevoir. Dieu nous aime pas avec mesure. Dieu est l’infini, et Dieu est infiniment simple. Si Dieu nous aime, il nous aime avec tout lui-même, il nous aime donc infinement.

La mesure de l’amour que Dieu nous porte n’est pas en Dieu, mais en nous.

[cf. texto S.João da Cruz : “ No oceano do Amor divino cada um pode aurir segundo a capacidade do cântaro que trás “]

Notre sainteté n’est pas autre chose que le don que Dieu nos fait de Lui même. Dieu se communique à nous et notre mesure est la foi. Nous doutons de l’amour de Dieu, nous ne crayons pas être aimés, et c’est notre peché, notre vrai peché.

17        Nos desirs devraient grandir sans limites ! Nous pouvons tout demander à Dieu. Plus nous lui demandons, plus nous dennons de joie à son coeur. Soyez insaiable à demander, parce qu’Il est insatiable a donner.

19        La limite de notre sainteté est la mesure de notre foi. En Dieu nous pouvons tout: “Je puis tout en Celui qui me fortifie”.

24       La connaissance de Dieu est précisement la connaissance de Quelqu’un qui se donne, qui entre dans ta vie, que se communique à ton esprit. Il se révèle parce qu’is se donne, il se fait connaître parce qu’aime.

 

30        « Qui est Dieu pour nous ?

Qu est Celui qui nous aime ? Dieu l’Infini, l’Immense ! Et je puis dire qu’il m’aime seul. Je puis le dire – Dieu ne saurait diviser son amour, il m’aime comme si j’étais seul. Lui qui est indivisible, Lui qui est infiniment simple, il m’aime avec tout Lui-même;je suis le terme de tout son amour immense et eternel, de son amour présent et infini : ici et maintenant. Je ne suis pas une partie d’un complexe qu’il a aimé, qu’il a voulu : je suis unique pour son amour, parce que je suis une personne. La personne n’est pas une partie de quelque chose, elle est un absolu.

 

p.31     « Il (Dieu) se donne tout entier : et en se donnant à moi, en s’ordonant à moi – propter nos – dans cette union, dans cette intimité qu’il établit avec moi, il ordonne à moi toutes choses, toute l’histoire.

Si je crois que Dieu m’aime, je dois savoir que l’instant présent est l’instant ultime de toute une histoire de siècles qui se termine en un acte d’amour dans lequel je reçois Dieu. En ce moment s’accomplissent pour moi toutes les promesses de Dieu depuis la création d’Adam jusqu’aujourd’hui. Parce que la Vièrge a cru, elle a réalisé, en elle la plénitude des temps : et le Verbe s’est incarné en elle. Et l’acte de l’Incarnation a été le terme ultime de toute l’histoire du monde.

Parce que je ne crois pas, cet instant n’est rien pour moi. Nous ne croyons pas à l’amour de Dieu, nous ne croyons pas être aimés. Et même si nous croyons être aimés, nous ne croyons pas être aimés par un Dieu, nous ne savons pas que est ce Dieu, nous n’accueillons pas son amour dans sa plénitude immense et unique.

32        Dans l’instant ou elle a accueilli le message de l’Ange, toute l’histoire du monde s’est accomplie pour Marie, proprement dans cet acte où, croyant, elle s’est  offerte à l’amour de Dieu. Dans l’instant où elle crut à l’Amour, la Vièrge fut Mère de Dieu, Mère de tous les hommes, Reine du monde ».

 

35              [Acolhimento do Amor]

Si Celui qui aime est Dieu – rendons –nous compte de ce qu’Il est. Alors toute la vie ne sera plus qu’amour.Alors, en chacun de nos actes, en tout événemment de notre vie, nous ne pourrons plus qu’accueillir l’amour ; dès la vie présente, nous ne vivrons plus qu’une richese ineffable, qu’une plenitude infinie. Nous vivrons l’amour.

36        Quequ’un qui aime ne donne pas seulement son bien, mais si so donne lui-même. Si donc Dieu est Celui qui aime, Il se donne Lui-même et Il se donne à chacun en tout instant de la vie, en tout événement de l’existence. L’âme doit donc s’ouvrir à tout instant pour accueillir le Bien infini.

Dieu nos a crées pour que nous puissions recevoir cet immense don d’amour Vraiment grave est notre faute, inconcevable notre péché, si nous ne vivons pas dejà la vie du ciel, nous qui en quelque manière refuson l’amour.

38        Chacun de nous est appelé à devenir Dieu même s’il accueille l’amour. Nous serons ce que nous recevons de Lui ; et nous sommes, nous vivons maintenant, uniquement pour acceuillir cet Amour infini qu’Il est.

39        A tout instant je suis le don qu’Il me fait de soi-même. Quand on aime, on se donne soi-même ; si cela est vrai entre créatures, combien plus vrai encore en Dieu ! Deu nous donne tout Lui-même, Il veut être possedé par nous. Sa felicité est de pouvoir se donner, d’être possedé. Et nous, nous devons croire, pour recevoir cet Amour.

40        Être aimé, celà veut dire, pour toi t’ouvrir, t’agrandir de plus en plus, toujours plus, sans fin, parce que tu ne te dilateras jamais assez pour pouvoir Le recevoir entier.

Mais n’attends pas demain ; Il n’y a pas de demain pour Dieu, de même qu’il n’existe pas d’autre lieu pour Lui qui est l’Immense, il n’existe pas non plus « d’autre temps » pour Lui qui est Eternel. C’est hic et nunc que tu dois t’ouvrir, car ici et maintenant c’est pour toi le Paradis. Cette heure, cet instant, est plein de Dieu si tu l’accueilles vraiment.

 

42        « Qui est Celui qui aime ? L’as-tu commu ? Notre Seigneur a pu dire à la Samaritaine : « Si tu savais le don de Dieu ! » Cette parole qu’il a dite un jour, il  répète à chacun : « Si tu savais... » En fait, personne ne sait ; mais dans la mesure où nous le connaissons il est vraiment Celui qui aime. Il m’aime dans la mesure où je reconnais son amour et l’accueille. C’est pourquoi, quand nous ne croyons pas à l’amour de Dieu, nous ignorons Dieu ; peu à peu, Dieu s’éloigne de notre horizon : ou bien, il devient dans notre esprit un juge qui nos condamne ; ou bien quelqu’un dont nous avons seulement entendu parlere. Il n’est plus Celui qui aime, et donc, pour toi, il n’est plus. Si Dieu est, Il est l’Amour.

Pour connaître Dieu, nous devons nous ouvrir à l’amour. La vraie connaissance que nous pouvons avoir de Lui suppose la volonté d’accueillir l’Amour infini. Seul connaît Dieu « celui qui a cru ». Dieu aime ; mais l’amour ne se peut connaître que si on l’accepte. Dans la mesure où tu l’acceptes, où tu l’accueille, où tu t’ouvres pour le recevoir, tu connais l’amour et Dieu qui se rend présent en toi. Dieu n’est commu de toi, et n’est vivant pour toi, que dans la proportion de cette foi en l’amour qu’Il te donne.

 

43 Si mes paroles vous semblent paradoxales, cela montre seulement que nous n’arrivons pas à croire à l’amour de Dieu. Malgré tout, nous sommes entravés par nos péchés passés, par notre médiocrité présente. Nous croyons encore en nou-mêmes, nous croyons encore que l’amour de Dieu est déterminé par notre pauvreté, qu’Il nous aime pour ce que nous sommes, et non pour ce qu’Il est. Nous n’arrivons pas à penser que cet amour puisse être intièrement indépendant de nous, qu’il n’ait d’autre mesure que l’immensité même de Dieu.

 

Qui est Celui qui aime ? On dit que l’exercice fondamental de la vie religieuse est l’exercice de la présence de Dieu. On pourrait dire avec plus de vérité : l’exercice fondamental de la vie religieuse, c’est de vivre ce raport qui est essential à l’homme, si Dieu se revelle à lui comme Amour : une foi toujours plus pure, un abandon qui doit être chaque jour plus plein. Chaque jour est nouveau, pour l’âme. Non que Dieu soit nouveau : mais à mesure que tu accueilles l’amour ton âme se dilate pour pouvoir l’accueillir encore plus, et donc recevoir de Dieu une plus grande effusion d’amour. Chaque jour qui naît est un nouveau prodige d’amour pour toi. Et en soi, il n’y a pas de halte dans ton cheminement d’amour, dans ton progrès de sainteté, car ton  âme grandit pour accueillir un Dieu qui reste infini. Jamais tu ne pourras l’accueillir tout entier ; mais ce don que tu accueilles aujourd’hui devient la condition pour croire encore plus à l’amour de Dieu, pour recevoir encore plus d’amour. Il demeure Celui qui taime ; et toi, précisément parce qu’Il demeure l’Amour, tu grandis de plus en plus – car « tu es » dans la msure où tu l’accueilles.

 

44        Quelle belle chose d’avoir connu l’amour humain, pour savoir combien est concret et réel aussi l’amour de Celui qui seul demeure l’époux éternel ! Probablement, il est bon que ceux que nous avons aimés soient sortis de notre horizon, afin que Dieu devienne pour nous plus réel. Au long des années, le vide se fait dans notre vie, pour que notre âme acueille Dieu seul. Tel est le chemin de l’homme qui vit : plus longue est la vie, plus elle devient solitaire, jusqu’à la mort. Que c’est beau, que tous, lentement, s’éloignent pour que l’homme ne puisse plus voir que Dieu ! Il faut que le désert se fasse dans notre vie, et que tout signe, peu à peu, s’éloigne, afin que l’âme ne reçoive plus que la pureté de l’amour divin, que l’infinité de l’amour divin.

Le désert du chemin vers la sainteté est fait de la plénitude même de la lumière, qui brûle et détruit toutes choses pour remplir d’elle-même toute la vie.

Mais les saints ne sentent pas le désert, les saints ne vivent pas la solitude. Dans ce vide, dans ce silence de tout ce qui est crée, ils vivent l’ineffable communion avec un Dieu qui est la vie même du ciel, plénitude de tout bien, béatitude infinie.

 

52 Qui est qui m’aime.

Si la parole que définit Dieu implique la présence de l’homme, vraiment Dieu n’est pas plus sans l’homme et l’homme n’est plus sans Dieu. Comme le Père n’est pas sans le Fils, comme le Fils n’est pas sans le Père, ainsi, par le mystère de l’Incarnation divine, Dieu n’est plus sans l’homme et l’homme n’est plus sans Dieu. Le mystère de l’Incarnation demeure eternellement. Dieu s’etant une fois incarné, le Fils portera dans le sein du Père l’humanité qui’il a assumée dans le sein de la Vierge et aussi, à trvers sette humanité, chacun de nous les hommes sont ‘de la famille de Dieu’ ».

L’homme vit en Dieu dès ce monde, la vie eternèlle, pourvu seulement qu’il ait la foi, pourvu que tout ce qu’il vit lui soit signe de cette immuable présence de Dieu qui l’aime et qui se donne à Lui ; Il n’y a pas de differences ; toutes choses sont signes d’un même mystère : a travers toutes choses, l’âme vit une plenitude infinie de lumière, de grâce, de joie.

 

* Divo Barsotti, La Révélation de l’Amour, ed. Alsatia, Paris, 1957 (Bibl. Most. Encontro)

380          L’amour, participation à la vie divine.

L’amour du Père est beaucoupa plus qu’une Providence bienveillante qui subvient aux besoins de toutes les créatures et de l’homme en particulier ;  c’est un amour par lequel le Père se donne vraiment en personne, communique sa propre vie intime, et introduit ceux qu’il aime dans le secret de sa gloire. Pour saint Paul, l’adoption filiale était aussi le but de la rédemption accomplie par le Christ, mais l’ancien persécuteur terrassé sur le  chemin de Damas s’arrêt plus à considérer l’acte par lequel Dieu pardonne que l’intimité avec Dieu dans  laquelle vit maintenant l’homme racheté : ainsi, lorsqu’il parle de l’amour  que Dieu nous porte, il ser réfère plus souvent à la mort de la croix qu’à la vie intime de Dieu.

Chez saint Jean, l’amour de Dieu pour l’homme a son fondemenet en un amour qui constitue déjà la vie intime de Dieu. Chez saint Paul, l’amour de Dieu est lié essentiellement à un abaissement de Celui qui était de condition divine à son volontaire « dépouillement », á une « kénose » ; pour saint Jean, il s’en va pas ainsi, car, en Dieu, l’amour n’indique pas avant tout un rapport de Dieu avex l’homme, mais un rapport de Dieu avec lui-même. Que de fois l’Evangile parle de l’amour du Père pour son Fils.  Cf Jo 5,20.30 ;  10,17 ; 3,35 ; 6,38 ; 4.34’ ; 8,20.

L’amour de Dieu pour l’homme n’est pas ici l’acte qui le fait sortir de Lui-même (Fl 2,5-9) c’est plutôt la mystérieuse ouverture du sein même de Dieu, le rayonnement de sa gloire sescrète. L’homme est comme intraîné vers la vie intime de Dieu, dans le sein de la Divine Trinité. Jo 15,9 ;  17,23. 26)

 

383      La rélation de l’hommme avec Dieu n’est plus seulemenet le rapport de la créature avec son Créateuer, mais la relation du Fils unique avec son Père celeste ; car Dieu aussi aime l’homme de l’amour qu’il a pour son Fils. C’est justement pour cela que l’amour de Dieu pour l’homme crée un rapport, même entre l’homme et Dieu.

« Au sein de la vie divine, le Fils de Dieu est tout entier tourné vers le Père, se rapporte totalement à Lui. Quand il s’incarne pour sauver le genre humain, sa mission de Sauveur participe à cette même relation : le terme ultime du salut qu’il apporte aux hommes, c’est , en les arranchant au péché, de les transférer à Dieu, de les entraîner dnas ce mouvement par lequel éternellement le Fils se rapporte au Përe » (Huby, La mystique paulinienne, Paris, 1941p.152).

Tandis que saint Paul évite délibéremment de parler d’un amour de l’homme pour Dieu, saint Jean est plus audacieux. Il ne se contente pas d’exhorter à l’amour du prochain, de voir en  cet amour la vie chrétienne, comme semblent l’enseigner les Synoptiues (Mt 7,12) et saint Paul (Rm 13,8-10) ; mais, pour lui, la vie chrétienne est, avant tout, une communion avec le Père et le Fils ; elle est vécue comme une unité qui réalise un amour réciproque. Il m’aime, je l’aime : l’amour nous transfère l’un dans l’autre et réalise  l’unité des deux.

 

384      L’homme n’aime pas Dieu par un acte qui lui appartient en propre, par un mouvement qui partirait du plus intime de sa nature pour rejoindre Dieu ; mais il aime parce qu’en lui, c’est Dieu même qui aime. L’amour, Unité du Père et du Fils, devient aussi l’unité de

l’homme avec Dieu.  Jo 14,21. 23 ;  16,27 ;   1Jo 4,19

 

386      Ce qui importe de souligner, c’est précisément que, pour le Nouveau Testament et particukèrement pour saint Jean, on ne pourra plus opposer la conception physique à la  conception extatique de l’amour : l’unité naturelle avec le Christ nous fait vivre une extase ineffable en Dieu ; parillement notre raport personnel avec le Christ nos fait vivre une extase ineffable en Dieu ; pareillement, notre rapport personnel avec le Christ opère une certaine divinisation de l’homme. Celui qui aime Jésus, dit le quatrième Cvangile, est aimé du Père.

La doctrine de l’amour s’identifie à la doctrine de la vie intime de
Dieu,   à la doctrine de la Trinité, car Dieu même est l’Amour.

A la mystique de l’Essence, le christianisme substitue une mystiqiue trinitaire. Et le plus grande initiateur de cette mystique trinitaire est certainement l’Apôtre saint Jean ; l’amour en est le principe.

"1. Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.

1Jo 3,1-2 ;

 

21. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste.

22. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um:

26. Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles".

Jo 17, 21.22.26.

 

Ces paroles sont vraiment les plus sublimes du quatrième Evangile, les plus élevées et les plus bouleversantes de toute l’Ecriture.

L’amour n’est plus, avant toute  chose, lácte par lequel Dieu se donne à Israel, le choisit, se l’attache par una alliance nuptiale, lui octroie le pardon quanto il retourne à son infidélité ;  c’est encore moins l’acte par lequel Israel répnd à l’amoour  de Dieu.

L’amour de Dieu pour l’homme et del’hommem pour Dieu se révèle précisément, sur ce point, comme un mystère : car il est la participation a la vie intime de Dieu, et il a sa loi et sa condition dans le rapport ineffable du Père au
Fils unique et du Fils au Père.

 

 

 

 

389     15, 9-10 : guardar os seus mandamentos : « demeurez en mon amour. Sivous gardez mes commandements, vous demeurerez en mon amour, comme j’ai moi-même gardé les commandements de mon Père et je demeure en son amour ».

L’amour chrétien (l’agape) est basé sur une transformation totale de l’homme qui est le fruit de l’union intime du divin et de l’humain ; naturellement, il exerce et se montre à l’extérieur dans l’accomplisssement de la volonté de Dieu pour lequel le fidèle agit d’une façon quasi divine.

394         Le commandement nouveau

La vie chrétienne est une communion de vie avec le Père et le

Fils ; c’est la koinonia de la vie divine qui embrasse tous les croyaants dans le

Christ (1Jo 1,3-7). Voilà pourquoi, l’amour que le chrétien a pour Dieu s’identifie à l’amour qu’il a pour ses frères (x) ; le nouveau commandement de Jésus porte justement sur cet almour ; il en présente ses exigences , les propriétés Jo 23,34s ; Jo 15,12s.

(x) Jean pour qui il n’est pas d’amour de Dieu sans observation des commandements et praqiques de la justice (jo 14,21.24 ; 1Jo 3,7.10 ; 5,3) n’exhorte jamais àa aimer Dieu et le Christ, mais à aimer le prochain ).

 

 

 

441    Toute l’histoire de la révélation divine est l’histoire d’un amour qui s’annonce déjà dans la promesse d’une rédemption dés après le premier péché (Gn 3,15) qui s’annonce et se fécouvre aussi davantage dans la promesse d’unfils faite 1a Abraham, dnas l’alliance, dans la promesse et le don d’une terre, dans la promesse d’un pardon et d’un retour en Terre sainte. C’est l’histoire d’un amour qui ne cesse d’être offensé et qui ne se laisse jamis vaincre tout au long de l’histoire d’Israel, jusqu’à ce que la révélation se parachève dans le don que Dieu fati de son fils pour le salut du monde.

442      Dieu est amour. Mais, dans l’Ecriture, cet amour est avant tout l’amour que Cieu a pour l’homme.  Que Dieu soit amour en lui-même, l’homme ne le saura que lorsqu’il fera partie de la famille de Dieu. Jusquà l’apoôtre saint Jean, Dieu n’est pas encore l’amour, mais el est Celui qui aime. Il aime sans avoir, dehors de lui, qui aimer , et il crée les êtres auxquels se portera son amour, car l’amour de Dieu crée son objet.  Cést un amour gratuit : Dieu aime sans motif ni raison, il choisit qui el veut.

L’amour de Dieu ne se contente pas de créer les êtres et de sauver les hommes ; il engage Dieu lui-même, le trouble, l’irrite, le fait descendre jusque parmi les hommes pour les ounir et les sauver, le fait habiter au milieu d’eux, le charge lui-même du destin du bien-aimé, le fait devenir homme. La divine Agapê est liée au mystère de l’incarnation et à celui de la Croix. Chez saint Jean,  c’est plutôt l’abaissement d’une personne divine se faisant char et qui est l’acte suprême de l’amour divin ; chez saint Paul, c’est surtou la passion du Fils de Dieu subissant la mort.

 

Transcendance de Dieu dans l’amour

Si Dieu dépasse l’homme infiniment, si son action transcende outjugement humain, la grandeur unaccessible de Dieu n’est pas, dans la saint Ecriture, constituée principalement par la transcendance d’un pouvoir auquel rien ne resiste, d’une sagesse qui gouverne tout ou d’une saintenté qui isole Dieu infiniment loin de la création ; la transcendance de Dieu est du spécialement à son amour.

443      Osée, 9,8 ;   Isaie, 55, 6-9 ;   Psaume 103, 11s ;; Ps 36,6 ;   Rm 11,32-34 ; Ef 3,19 ;   1 Jean 3,20

 

L’amour de l’homme

Mais l’amour dont parlent les divines Écritures n’est pas seulement cellui que Dieu porte à l’homme et qui définit la nature divine ; il est aussi question de l’amour que l’homme doit avoir pour Dieu et qui est sa vocation. Tous les commandements se résument dans la loi de l’amour (Mt 22,40) et celui qui aime a de ce fait accomoplit la loir (Rm 13,10). Avant même les évangiles, le Deut. A vu dans l’amour le commandements suprême par lequel Yahve s’attache Israel. L’alliance de Dieu avec l’homme est une alliance d’amour : Dieu se donne gratuitement a Israel, mais l’alliance subsiste seulement à aimer Dieu de tout son coeur, detoute son âme et de toutes ses forces Dt. 6,4-15). L’Evangile ne nous donne pas un autre enseignement : toute la Loir tombe, seul demeure le commandement nouveau qui n’est plus écrit sur des tables de pierre, mais dans le coeur de l’homme.

L’amour de l’homme pour Dieu, voià l’aiguillon qui point le coeur de l’homme et le pousse irréstiblement en avant (II Cor 5,1 4). En dieu l’amour était condescendance ; il devient une force qui souvlèvel’homme tout entier et l’élève jusqu’`Deiu. Cet amour est érôs, passion vive et douloureuse, aspiration brûlante à voir, à posséder.   Cf. Ps 42(41) 1-2 ; Fl 1,23s.

445      La valeur de l’amour n’est pas seulement dans l’objet auquel il tend, mais dans l’acte même d’aimer qui ne serait pas  encore amour véritable de l’homme pour Dieu, si Dieu ne vivait pas déjà en lui. L’amour a donc les caractères et proprietés de l’amour divin ; c’est un amour gratuit, prévenant, il se consume dans le sacrifice même de l’amant : il est agapê. C’est moins une réponse de l’homme à l’amour de Dieu que le prolongement de cet amour divin qui s se répand à présent dans le monde           à travers les hommes et débouche dans les frère.

Dans les écrits de saint Paul, mais surtout dans ceux de saint Jean l’apôtre, l’amour de l’homme pour Dieu s’identifie à l’amour de l’homme pour son prochain ; le disciple aime ses frères comme il a été aimé par le Christ (Jo 13,35 ;  1Jo 3,23)

Tous les commandeents se résument dans l’amour du prochain, déclarent d’abord saint Paul, pis saint Jean. Grâce à l’Incarnaion du Fils de Dieu, l’homme désormais peput voir Dieu, l’atteindre et l’embrasser en chacun de ses frères, car tout ce que nous faisons our n’importe lelquel de nos frères, le Christ le retient comme fait à lui-même. Il s’identifie à chacun de nos semblables (Mt 25,40). C’est dans ce amour fraternel que s’identifient, en fin de compte, l’amour de Dieu pour l’homme et l’amour de l’homme pour Dieu. Si Dieu aime, l’homme aussi aime et dans la même mesure que Dieu aime (Lc 7,40-43).

 

.447   Le fondement de l’amour de Dieu pour l’homme,  c’est l’amour dont Dieu s’aime lui-même. Dans l’amour qu’il porte à l’homme, Il ne fait que manifester au-dehors s propre vie intime ; mais Il ne se contente pas de montrer à l extérieur ce qui est sa propre naturese, il va qusqu’à faire entrer la créature dans le mouvement ineffable de sa vie, il la ravit et l’emport dans le fleurve immense de lumière qui procède éternellement du sein du Père pour refluer éternellement en lui. L’amour de Eieu pour l’homme, cést l’incarnation du Verbe : la génération du Fils unique dans la chair, au sein du monde, et l’assomption du Christ dans la gloire du Père. La révélation de l’amour divin à cdes mots de l’Apôtre saint Jean : « ë Verbe s

est fait chair ». :

:L’amour de Dieu est un amour réel, il est vraiment le don que Dieu fait de lui-même. Ce n’est pas la création qui nous rév     èle immédiatement l’amour divin et nous asssure le don de cet amour ; la création est seulement une condition préalable. Et l’électon d’Israel, le don de la Loir sont seulement des figures, des prophéties, des ébaufches ; dans l’histoire d’Israel, tout n’est que promesse, et les promesses ont pour unique et suprême accomplissement l’incarnation même du Verbe, la mort de la croix, l’ascension du Christ à la droite de Dieu.

 

 

p.449  Gratuité et efficacité de l’amour.

Tout choix de textes est arbitraire. Nous ne devons pas faire dire à la révélation divine ce que nous voulons, et tout choix de textes bibliques fait dire à l’Ecriture non ce qu’elle veut nous ensigner sur Dieu, mais ceque nous proposons de dire. De telles anthologies impliquent un jugement personnel et paraissent assurer une confirmation divine à ce que l’homme voulait déjà enseigner . Toute ordinnance de textes dans un cadre établi 1a l’avancve présente aussi un caractère arbitraire : les textes ne doivent pas appuyer ou confirmer des thèses théologiques : c’’ est la théologie qui doit naître des textes, et elle ne saurait précéder l’enceignement de la révélation.

La révélation divine nous enseigne claîrement, avant tout, que dans le plan du salut, l’initiative appartient à Dieu. L’action de Dieu est absolument gtrtuite dans l’histoire d’Israel, dnas la vie de l’humanité, tout comme l’est l’oeuvre de la création de l’univers. Rien ne préc   ede de l’acte créateur, rien ne peut le déterminar. Dieu n’est pas mins libre quand il aime les hommes et les sauves que lors1u’il créa le monde ; le pé’rché de l’homme ne fait que meux ressortir l’absolue gratuité de l’amour que Dieu porte aux hommes.

Dans l’Ancien Testament les textes ne manquent pas qui semblent expliquer l’amour de Dieu par le fait que celui-ci est l’auteur de tous les êtyres : cepandant, l’amoour, de Dieu y apparaît surtout comme un amour qui sauve les hommes et suppose leurs péchés. L’amour de Dieu ne s’explique pas ; l’Ecriiture ne lui conna6it aucun motif. Voilà pourquoi justement  l’amour ne s’étand pas indifféremment aux choses et aux hommes ; Dieu choisit et il choiosit sans raisons. De toute l’humanité, il chosit Abraham ; parmi la terre de Canaan.

Dans le Nouveau Testament aussi, c’est Lui  qui appelle. L’initiative lui appartient. Dieu transcende toute nature créé, même l’esprit ; il n’y a pas continuité de l’homme à son créateur, on ne passe pas naturellement de l’homme à Dieu. Dieu aime le premier et il aime sans motif.

...         Mais parce que cet amour est infinement efficace, non seulement il crée l’objet de son amour, mais il prépare, suscite et soutient la réponse de l’homme. L’amour suppose la dualité : l’aimant et l’aimeé. Mais il exige aussi que se réalise l’union des deux. D’une pat, le révélation marque la différence qui sépare l’homme de Dieu, elle soulligne l’altérité, la istinction : d’autre part, elle met en relation l’un avec l’autre, et enseigne eque cette realtion est appelée à devenir toujours plus vive, plus profondément personnelle, plus intime.

451      Dieu manifeste sa volonté, il parle à l’homme, lui ipose sa loi ; l’homme s’adresse à Dieu, s’abandonne à lui dans la prière. Parce que l’amour veut une réponse, il s’exprime, dans l’homme, sous la forme de l’obéissance. L’amour n’existe pas sans dialogue : Dieu s’adresse 1a l’homme dnas la Loi, l’homme parle à Dieu dans la prière.

 

Bento XVI: Deus tem um projeto para seus amigos
Intervenção durante a oração do Ângelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos, a seguir, as palavras que Bento XVI dirigiu hoje aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a oração mariana do Ângelus.

***

Queridos irmãos e irmãs:

O Evangelho deste domingo termina com uma advertência de Jesus, particularmente severa, dirigida aos chefes dos sacerdotes e aos anciões do Povo: “Por isso vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e entregue a um povo que produza frutos” (Mt 21,43). São palavras que fazem pensar na grande responsabilidade de quem, em cada época, está chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com função de autoridade, e impusionam a renovar a plena fidelidade a Cristo. Ele é “a pedra que os construtores rejeitaram” (cf. Mt 21,42), porque o julgaram como inimigo da lei e perigoso para a ordem pública, mas Ele mesmo, rejeitado e crucificado, ressuscitou, tornando-se a “pedra angular” na qual podem se apoiar com absoluta segurança os fundamentos de cada existência humana e do mundo inteiro. Desta verdade fala a parábola dos vinhadores infiéis, aos quais um homem havia confiado sua própria vinha, para que a cultivassem e recolhessem os frutos. O proprietário da vinha representa o próprio Deus, enquanto a vinha simboliza o seu povo, assim como a vida que Ele nos doa, para que, com sua graça e o nosso compromisso, façamos o bem. Santo Agostinho comenta que “Deus nos cultiva como um campo para nos tornarnos melhores” (Sermão 87, 1, 2: PL 38, 531).

Deus tem um projeto para os seus amigos, mas infelizmente a resposta do homem se orienta frequentemente à infidelidade, que se traduz em rejeição. O orgulho e o egoísmo impedem de reconhecer e acolher inclusive o dom mais valioso de Deus: seu Filho unigênito. Quando, de fato, “enviou-lhes o seu filho – escreve o evangelista Mateus – [os trabalhadores] agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram (Mt 21,37.39). Deus se coloca nas nossas mãos, aceita fazer-se mistério insondável de fraqueza e manifesta sua onipotência na fidelidade a um desígnio de amor que no final prevê também a justa punição para os malvados (cf. Mt 21,41).

Firmemente ancorados na fé na pedra angular que é Cristo, permaneçamos nele como o ramo que não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Somente n'Ele, por Ele e com Ele é que se constrói a Igreja, povo da Nova Aliança. A respeito disso escreveu o servo de Deus Paulo VI: “O primeiro fruto da tomada de consciência mais profunda da Igreja quanto a si mesma é a descoberta renovada da sua relação vital com Cristo, coisa bem conhecida, mas fundamental, indispensável, e nunca suficientemente compreendida, meditada e pregada” (Enc. Ecclesiam suam, 6 agosto 1964: AAS 56 [1964], 622).

 

 

 

 

 

 

 

Papa Bento xvi: EM DEUS OS TRAÇOS DO PAI E DA MÃE

Cidade do Vaticano, 08 set (SN) - O Deus misericordioso da parábola do Filho

pródigo "traz consigo, transcendendo-os, todos os traços da paternidade e da

maternidade". João Paulo II, seguindo o que tinha falado seu antecessor Papa

Luciani, falou hoje de Deus como Pai mas também como Mãe da humanidade

redimida. Um acento à maternidade de Deus que o pontífice fez durante a au-

diência geral desta quarta-feira na praça de São Pedro. Tratando o tema da

"remissão dos pecados", João Paulo II explicou aos fiéis a conhecida parábola

evangélica do Filho pródigo e do perdão que o Pai lhe dá depois de sua volta.

Mas estas "disponibilidade de Deus ao perdão - disse o Papa - não atenua a

responsabilidade do homem e a necessidade de um seu compromisso de con-

versão". Na parábola evangélica, explicou o Papa, o pai "lançando-se ao pescoço

do filho apresenta os traços de uma mãe que acaricia o filho e o envolve

com seu calor", enquanto o "mistério da volta à casa manifesta admiravelmente

o encontro entre o Pai e a humanidade, entre a misericórdia e a miséria,

num círculo de amor - afirmou o Santo Padre - que não interessa o filho per-

dido, mas se estende a todos". Mas se a volta testemunha a pacificação,

continuou papa Wojtyla, "o afastamento da casa paterna bem manifesta o

sentido do pecado, com seu caráter de ingrata rebelião e seus sucessos

também humanamente penosos".

 

* O Amor com que  Jesus se doa ao homem, na Comunhão

A Misericórdia divina na minha alma. Diário da Irmã Faustina Kowalska, Ed.Vaticana, p. 460

« 19.XI Hoje, depois da santa Comunhão, Jesus me disse o quanto deseja vir ao coração dos homens. “Desejo unir-me com as almas humanas.; a Minha delícia é unir-me com as almas. Saiba, minha filha, que quando venho na santa Comunhão em um coração humano, tenho as mãos cheias de todo gênero de graças e desejo doa-las à alma, mas as almas nem me prestam atenção. Deixam-me só e se ocupam de outras coisas. O´ como é triste para mim que as almas não conheçam o Amor! Comportam-se comigo como se fosse algo inerte”

p. 462 “Tudo o que há de bom em mim, devo à santa Comunhão. Devo tudo a ela. Sinto que este sagrado fogo me transformou completamente. O`, como me alegro por ser a tua habitação, Senhor! O meu coração é um templo no qual permaneces continuamente!”.

 

* A amizade de Deus – Do Tratado de Santo Irineu, Contra as Heresias

Livro 4, 13,4 – 14,1

“Nosso Senhor, o Verbo de Deus, que primeiramente atraiu os homens para serem servos de Deus, libertou depois os que se Lhe submeteram como ele próprio diz aos seus discípulos: Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu chamei-vos amigos, porque tudo o que ouvi a meu Pai vo-lo dei a conhecer. A amizade de Deus é fonte de imortalidade para aqueles que se lhe aproximam.

No princípio, Deus formou Adão, não porque tivesse necessidade do homem, mas para ter alguém que pudesse receber os seus benefícios. De fato, não só antes de Adão, mas antes de toda criatura, o Verbo glorificava o Pai, permanecendo n´Ele, e era glorificado pelo Pai, segundo as suas próprias palavras Glorifica-Me, ó Pai com a glória que Eu tinha junto de Ti, antes de o mundo existir.

Também não foi por precisar dos nossos serviços que nos mandou seguí-lo, mas para nos dar a salvação. Seguir o Senhor é receber a salvação, tal como seguir a Luz é receber a luz.

Não são os que estão na luz que iluminam a luz, mas é esta que os ilumina e faz resplandecer ; eles nada lhe dão, são eles que se beneficiam da luz e por ela são iluminados.

Do mesmo modo, o serviço que prestamos a Deus nada acrescenta a Deus porque Ele não precisa do serviço dos homens mas àqueles que O servem e seguem Deus dá a vida, a incorruptibilidade e a glória eterna. Favorece com os seus dons `aqueles que O servem, precisamente porque O servem, e àqueles que O seguem precisamente porque O seguem, mas nenhum benefício recebe deles, porque é perfeito e de nada carece.

Se Deus reclama o serviço dos homens é porque na sua bondade e misericórdia, deseja conceder os seus dons aos que perseveram no seu serviço de fato, Deus de nada precisa, mas o homem é que precisa da comunhão com Deus.

A glória  do homem consiste em perseverar e permanecer no serviço de Deus ; por isso dizia o Senhor aos seus discípulos. Não fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi, dando assim a entender que não eram eles que O glorificavam com o seu seguimento, mas que, por terem seguido o Filho de Deus, eram por Ele glorificados. E disse ainda Quero que, onde eu estou eles também estejam comigo, para que vejam a minha glória.

Ibid. 4,20,5-7

Por isso o verbo tornou-se o administrador da graça do Pai, para proveito dos homens, em favor dos quais Ele pôs em pratica a sua tão sublime economia da graça, mostrando Deus aos homens e apresentando o homem a Deus....porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus. Com efeito, se a manifestação de Deus, através da criação, dá a vida a todos os seres da erra, muito mais a manifestação do Pai, por meio do Verbo dá vida a todos os que vêem a Deus.

PAPA: EM DEUS OS TRAÇOS DO PAI E DA MÃE

Cidade do Vaticano, 08 set (SN) - O Deus misericordioso da parábola do Filho

pródigo "traz consigo, transcendendo-os, todos os traços da paternidade e da

maternidade". João Paulo II, seguindo o que tinha falado seu antecessor Papa

Luciani, falou hoje de Deus como Pai mas também como Mãe da humanidade

redimida. Um acento à maternidade de Deus que o pontífice fez durante a au-

diência geral desta quarta-feira na praça de São Pedro. Tratando o tema da

"remissão dos pecados", João Paulo II explicou aos fiéis a conhecida parábola

evangélica do Filho pródigo e do perdão que o Pai lhe dá depois de sua volta.

Mas estas "disponibilidade de Deus ao perdão - disse o Papa - não atenua a

responsabilidade do homem e a necessidade de um seu compromisso de con-

versão". Na parábola evangélica, explicou o Papa, o pai "lançando-se ao pes-

coso do filho apresenta os traços de uma mãe que acaricia o filho e o envolve

com seu calor", enquanto o "mistério da volta à casa manifesta admiravelmen-

te o encontro entre o Pai e a humanidade, entre a misericórdia e a miséria,

num círculo de amor - afirmou o Santo Padre - que não interessa o filho per-

dido, mas se extende a todos". Mas se a volta testemunha a pacificação,

continuou papa Wojtyla, "o afastamento da casa parterna bem manifesta o

sentido do pecado, com seu caráter de ingrata rebelhão e seus sucessos

também humanamente penosos".

 
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